By Kids To Kids
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Índice aponta baixa aprendizagem de Matemática na educação básica

O CEO Vitor Azambuja, um dos fundadores do By Kids To Kids (BKTK), concedeu entrevista à Rádio Senado, emissora vinculada à Secretaria de Comunicação Social do Senado Federal do Brasil, para falar sobre a aprendizagem de matemática nas escolas brasileiras.

Matemática, Protagonismo e IA: entrevista de Vitor Azambuja à Rádio Senado

Em um cenário ainda marcado pelos ecos da pandemia, Vitor destacou um ponto central: o ensino excessivamente focado em regras tem gerado medo de errar — e o medo leva à falta de interesse, especialmente em matemática.

Segundo ele, quando o aluno é exposto apenas a cálculos e fórmulas, sem contexto ou participação ativa, o processo se torna maçante. E isso é ainda mais crítico em turmas de 11, 12 ou 13 anos, que naturalmente precisam de interação, desafio e criatividade.

Tecnologia e IA: ignorar não é opção

A entrevista também abordou o papel da tecnologia na educação.

Vitor foi direto: a Inteligência Artificial veio para ficar. Não faz sentido ignorá-la. Professores precisam compreender seu funcionamento e aprender a utilizá-la como ferramenta de apoio no processo de aprendizagem.

Mas há um ponto essencial: a IA não substitui o protagonismo do aluno. Ela deve apoiar, nunca anular o pensamento crítico, a leitura atenta e a capacidade de refletir.

A tecnologia é meio. O aluno continua sendo o centro.

Narrativa, criatividade e matemática

Um dos momentos mais marcantes da entrevista foi a explicação prática de como integrar matemática e criatividade.

No modelo do De Criança Para Criança, os alunos:

• Criam uma história baseada em um problema matemático.
• Desenvolvem os elementos visuais dessa narrativa.
• Trabalham em conjunto, trocando ideias e aprendendo uns com os outros.
• Narram a própria história.

Nesse processo, surgem liderança, colaboração e compreensão real do conteúdo. Um aluno com dificuldade em somar pode entender melhor ao participar de um brainstorm criativo com os colegas. A matemática deixa de ser apenas cálculo e passa a ser construção coletiva de sentido.

Depois, o professor envia esse material para o BKTK, que transforma tudo em animação. O resultado é um ciclo completo: pesquisa, criação, interpretação e expressão — em uma linguagem que o aluno entende.

Um olhar internacional

Vitor também mencionou experiências em países como a Finlândia, onde a educação privilegia o lúdico e a criatividade. A lógica é simples: se a criança é criativa por natureza, colocá-la apenas no papel de aluna passiva não funciona mais.

O futuro da educação não é sobre transmitir informação. É sobre criar experiências de aprendizagem em que o aluno constrói, interpreta e comunica conhecimento.

Para ouvir a entrevista completa na Rádio Senado, acesse o link.